quarta-feira, 23 de novembro de 2011

NEOPLAGIANDO


Todas as experiências que vivenciamos, tudo aquilo que ouvimos ou vimos (e nisso podemos inserir tudo o que já lemos) no decorrer da nossa vida, certamente contribuiu pra definir quem somos hoje, nosso caráter, nossas preferências e tudo mais que diz respeito à construção de cada um. Se pensarmos por esse ângulo, percebemos que somos feitos por pequenas coisas que nos moldaram: músicas, amigos, familiares, filmes, ditados populares, eventos sociais, etc. Tudo isso resulta expressivamente naquilo que falamos e escrevemos; à nossa maneira, fomos agregando o que outros já tinham construído e isso não nos faz resultado de um plágio.
Não seríamos verdadeiras se viéssemos aqui falar sobre plágio afirmando que não nos inspiramos em alguém que já falou do assunto, ou mesmo em um vídeo ou ao menos em um comentário:
- Se copiarmos algo exatamente como o primeiro autor o fez, sem darmos sequer uma contribuição e não o citarmos, isso pode ser classificado como um plágio (senso comum; todos, um dia, já ouvimos isso antes).
- Se ao invés de copiarmos, acrescentamos algo que modifique o conceito inicial, ou seja, se agregarmos informações, isso não é considerado um plágio (também senso comum, mas nem todos pensam assim e aceitam que suas obras passem por um processo de reconfiguração).
Classificamos aqui, essa reconfiguração, como uma nova maneira de apresentar à outros aquilo que já existia, seja um conceito, ou uma música, ou uma fórmula. Seja com melhorias ou não (isso vai depender do ponto de vista de cada um), quando acrescentamos algo novo, o resultado é sempre diferente do primeiro, talvez a repercussão e até mesmo o público atingido sejam outros.
Para àqueles que ainda entendem esse processo como um plágio, ao menos tentem encarar como uma nova forma de fazer “ctrl C”. Tentem encarar como um neoplágio!
 
Autoria: Lana Coelho